sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O relógio do viajante do tempo #e_conto3



Todas as portas estavam trancadas, menos aquela que eu jamais deveria ter entrado, sem antes isso tudo questionar... #e_conto3/1

Estaria de fato acordado, ou sonhando de olhos abertos, quando adentrei naquela casa sombria e naquele aposento tão iluminado? #e_conto3/2

Quando o silêncio não mais incomoda nem a ausência faz mais falta; quando o apego não mais lhe prende, o momento é de a vida reiniciar.#e_conto3/3

Quando o mundo não mais lhe apressa, sinal que outra coisa lhe interessa, e que o relógio do tempo sem fim começou, enfim, a despertar.#e_conto3/4

Naquela manhã cinzenta, ao abrir a porta, antes secreta, e entrar no quarto solar, nem imaginava que o meu futuro iria tanto mudar.#e_conto3/5

E eis que hoje acordo e passo a dar corda no relógio do viajante do tempo que herdei de meu pai, antes mesmo dele me encontrar... #e_conto3/6

Na verdade,meu pai também herdara de meu avô, que de meu bisavô o misterioso relógio escondido no fundo falso de um livro oco. #e_conto3/7

A primeira vez que vi aquele livro nas mãos de meu pai, ele me disse sério: Um dia ele será seu e estaremos sempre juntos noutra dimensão. #e_conto3/8

CONTINUA...

José Antonio Klaes Roig

#e_conto, escrito em tempo real e online, no Twitter às vezes de forma abreviada) e depois expandido e publicado neste blog (conto protegido pela lei de direitos autorais).