
Ali estava a mulher, atada ao altar, diante do sacerdote, aguardando que a adaga afiada extraísse seu coração, ainda pulsando, naquele estranho e insano ritual dos adoradores do Sol.
Séculos passaram, noutra espécie de altar, outra mulher, prostrada numa cama qualquer, aguarda por outra violência, perpetrada em nome do amor à Lua, num ritual profano de quem se vende por alguns tostões... Seu coração será mantido no peito, mas ali naquele leito, seu órgão vital será estripado sem deixar nenhum sinal...
E a mão do destino girou mais uma vez a ampulheta. Num local não identificado entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, um homem deitado sobre o leito aguarda pelo ritual mágico da entrega total entre ele a sua parceira, ambos adoradores um do outro, dois corações batendo como se fossem um só. O Sol e a Lua ficaram como coadjuvantes, enciumados por não terem sido convidados para aquele inesquecível ritual...
José Antonio Klaes Roig
Observação 1: Microconto acima, de minha autoria, escrito em 24/01/2012 e protegido pela lei de direitos autorais.
Observação 2: Imagem acima, copiada do endereço abaixo
http://olapidario.blogspot.com/2010/08/sacrificios-humanos.html
Bom dia!
ResponderExcluirÉ um grande prazer para mim poder conhecer seu blog.Admiro muito as pessoas que gostam de escrever ou divulgar seus trabalhos.
Tenha um lindo dia e que Deus te ilumine sempre.
Grande abraço
Se cuida
Oi, grato pela visita e comentário. Abrs,
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